O momento da Ducati, segundo Francesco Milicia

 

Em sua recente visita ao Brasil, Francesco Milicia, vice-presidente mundial de vendas e pós-vendas da Ducati, conversou com a imprensa sobre o crescimento de mais de 30% da marca no Brasil, comparado ao ano anterior e as novidades para o país.

Francesco Milicia está na companhia desde 2012, quando assumiu a operação da Ducati na Tailândia até 2015. De lá, foi nomeado Diretor de Logística da marca até setembro de 2018, quando passou a seu cargo atual. Além disso, faz parte do conselho da fabricante.

 

Potencial da Ducati no Brasil

Milicia ressalta que além da Itália, berço da Ducati, apenas o Brasil e a Tailândia  têm montadoras da marca, e que considera o país estratégico, especialmente comparando o volume das vendas. “Agora nós estamos felizes com nossa eficiência e continuamos investindo no Brasil com o objetivo de desenvolver as vendas e ampliar a rede com a abertura de uma concessionária em Campo Grande e mais duas logo após o fim de 2019.” – afirma.

A Ducati vê a necessidade de  expandir a participação por aqui, aumentando a cobertura de rede, especialmente no Norte e Nordeste, considerando até concessionárias que trabalham com várias marcas.

 

Scrambler reestilizada

Recentemente, a Scrambler foi renovada  com importantes mudanças como embreagem hidráulica, ABS de curva, um novo painel com mais conectividade e, segundo Milicia, a intenção é trazer todo esse conteúdo também para a Scrambler montada no Brasil. “Estamos trabalhando nisso para lançar o modelo no início de 2020. Mas reforço que há uma versão especial da Scrambler [Custom] para o Brasil, assim como ocorre com a Multistrada Enduro [Limited], pensada para o consumidor brasileiro”.

 

Motos destaques no Brasil

Indagado sobre qual é o produto da marca no país, afirma que se tivesse que citar apenas um, seria a Multistrada. “Eu acredito que o potencial da Multistrada ainda não está completo no Brasil. A Enduro pode crescer mais, com as belas estradas que o Brasil tem para viajar.” E ainda complementa: “Mas, eu preciso dizer isso, o Brasil é um País muito “esportivo” também, ele tem uma herança de pilotos, como o Ayrton [Senna] que gostava muito e tinha uma Ducati, então sim, as esportivas também são importantes”.

 

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Ducati Campinas

Francesco Milicia também visitou a Ducati Campinas (SP). “Fiquei surpreso com o número de motos Panigale preparadas para uso em pista, e a competência e a paixão por corrida da equipe. E isso é algo que gostamos de ver em nossas motos”.

 

A importância do pós-venda

A Ducati vê o pós-venda com uma parte valiosa e reconhece que no Brasil ainda existem  algumas reclamações. Afirma que, produtos feitos pelos melhores no mundo, como os capacetes, mas que não são homologados no Brasil, tornam a atividade um pouco mais difícil. “Nós também temos que afinar questões de logísticas. Mas acredito que temos feito um bom trabalho com nossos concessionários”– reitera.

Nos mercados em que ainda não há uma concessionária, a Ducati abriu pontos de serviços, que são oficinas credenciadas, como Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Caxias do Sul (RS), Cascavel (PR) e, em breve, Salvador (BA).

 

Fonte: jornaldocarro.estadao.com.br

 

 

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